O MÉTODO INTROSPETIVO DE WUNDT

Passando agora à análise mais concreta e detalhada do método introspetivo, referido na publicação anterior, podemos fazer notar, de uma forma geral, que se divide em dois momentos principais: a observação sistemática e a descrição dos conteúdos de consciência feita pelo próprio sujeito.

Os trabalhos de Wundt tinham começo a partir de uma recolha de dados, que tinham como objetivo a análise da "experiência consciente", que se reduzia a um conjunto de sensações. Deste modo, eram provocadas nos sujeitos sensações visuais ou auditivas (através de pequenas luzes ou sons), para que os mesmos façam uma análise e, posterior, descrição daquilo que sentem. Eventualmente, e como psicólogo, Wundt tinha o dever de recolher os dados e interpretá-los para obter os seus resultados.

Introspeção - ver o nosso interior

A introspeção residia essencialmente na análise que os sujeitos faziam de si próprios, durante a interpretação das sensações das pequenas luzes e sons.

Para obter resultados fiáveis, e tendo em conta que a subjetividade é um fator de tendência cognitiva, Wundt comsidera que a introspeção deve ser disciplinada pelo controlo experimental - daí terem sido tomadas uma série de precauções, de forma laboratorial. Assim, os sujeitos são interrogados logo após a provocação das sensações, e elegendo os participantes entre os seus alunos - pessoas ligadas à área e com linguagem adequada às descrições.

Em conclusão, o sujeito, alvo da experiência, não é apenas apenas observador (as luzes e escuta os sons) como também é observado (pelo psicólogo). Por conta disso, e apesar de todo o cuidado que Wundt envolveu neste projeto, o método introspetivo ainda a revela várias limitações.

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