REFUTAÇÃO AO MÉTODO INTROSPETIVO
Retomando o assunto do post anterior, e dando continuidade ao método introspetivo de Wundt, passemos agora à observação e avaliação das limitações encontradas.
Quanto à falta de rigor do método:
- Existe uma certa dificuldade para que o observador se observe a si mesmo, visto que um sujeito pensante não tem a capacidade de se dividir em dois (um que pensa e outro que analise enquanto pensa).
- Não há qualquer compatibilidade entre os fenómenos psíquicos e a sua observação, sendo necessário recorrer à memória causando, portanto, distorções.
- A consciencialização de um determinado fenómeno, altera-o, afetando e diminuindo as suas componentes afetivas.
- É inconcebível que se consiga controlar a auto-observação de outra pessoa, visto não ser possível tomar conhecimento da consciência de alguém.
- Um sujeito não tem como dar uso a uma linguagem adequada quando tenta transmitir aquilo que se passa no seu interior.
Quanto aos limites de aplicação do método introspetivo:
- Tem apenas como foco os fenómenos psicológicos, colocando de parte os fisiológicos.
- Não é aplicável a crianças, animais ou indivíduos com doenças mentais.
- Destina-se unicamente aos processos mentais conscientes.
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