REFUTAÇÃO AO MÉTODO INTROSPETIVO

Retomando o assunto do post anterior, e dando continuidade ao método introspetivo de Wundt, passemos agora à observação e avaliação das limitações encontradas.

Quanto à falta de rigor do método:

  1. Existe uma certa dificuldade para que o observador se observe a si mesmo, visto que um sujeito pensante não tem a capacidade de se dividir em dois (um que pensa e outro que analise enquanto pensa).
  2. Não há qualquer compatibilidade entre os fenómenos psíquicos e a sua observação, sendo necessário recorrer à memória causando, portanto, distorções.
  3. A consciencialização de um determinado fenómeno, altera-o, afetando e diminuindo as suas componentes afetivas
  4. É inconcebível que se consiga controlar a auto-observação de outra pessoa, visto não ser possível tomar conhecimento da consciência de alguém.
  5. Um sujeito não tem como dar uso a uma linguagem adequada quando tenta transmitir aquilo que se passa no seu interior.

Quanto aos limites de aplicação do método introspetivo:

  1. Tem apenas como foco os fenómenos psicológicos, colocando de parte os fisiológicos.
  2. Não é aplicável a crianças, animais ou indivíduos com doenças mentais.
  3. Destina-se unicamente aos processos mentais conscientes.



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